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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Shoppings centers esperam baixa no movimento durante a Copa, aponta pesquisa

Para combater a queda, 79% dos empreendimentos estão elaborando ações de marketing específicas para a época do evento

Uma pesquisa elaborada pelo IBOPE Inteligência apontou que 62% dos shoppings localizados longe dos estádios acreditam que o fluxo de pessoas irá cair significativamente no período do evento. O estudo foi realizado para compreender como o segmento está se preparando e quais são as expectativas para o período do campeonato.


Um dos desafios será manter a atratividade aos consumidores, já que grande parte dos consumidores estará concentrada nos jogos e no evento. A expectativa de queda também é explicada em razão dos feriados que podem ocorrer em dias de jogo, obrigando os shoppings a fecharem as portas.


Pensando nisso, 79% dos Shoppings estão se organizando para realizar ações de marketing específicas, como eventos e promoções, para atrair os turistas que visitam as cidades sedes; 42% deles declararam que estão treinando seus funcionários para atuarem em outras línguas. Já 37% dos empreendimentos que estão localizados mais perto dos estádios relataram que irão contratar funcionários temporários.

Reservas de hotéis na baixada para a Copa não chegam a 20%



A menos de poucos dias para a Copa do Mundo, hotéis da região ainda não atingem 20% de reservas para estadia durante o Mundial. Uma pesquisa realizada pelo Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista (Sinhores) levantou a ocupação de 16 hotéis em três cidades, duas delas subsedes, Santos e Guarujá.

A pesquisa foi realizada na última semana com hotéis de Santos, Guarujá e São Vicente. O baixo índice de ocupação a poucos dias do início da Copa preocupa o presidente do Sinhores, Salvador Gonçalves Lopes. "Eu esperava que nessa época os hotéis já estivessem atingindo quase 100% de ocupação", diz.

Apesar de apreensivo, Gonçalves Lopes ainda espera se surpreender. Na opinião dele, os turistas vão deixar para realizar as reservas em cima da hora. "Os brasileiros costumam ser assim, deixam para a última hora. Mas a gente espera turistas do mundo inteiro, eu também acho que eles vão fazer as reservas muito perto da Copa", ressalta o presidente do Sinhores.

Os únicos hotéis da Baixada que já apresentam quase 100% de ocupação para o Mundial são os que irão abrigar as delegações do México, Costa Rica e Bósnia. Esses não foram incluídos no levantamento do Sinhores.

O preço das diárias não seria a razão do baixo percentual de ocupação até agora, na opinião de Gonçalves Lopes. Ele afirma que os proprietários de hotéis da região não aumentaram os valores, mesmo com a oportunidade de maior lucro durante a Copa. "As diárias não aumentaram. Eles (os empresários) mantiveram o preço". As tarifas variam de R$ 175,00 a R$ 650,00, dependendo do tipo da acomodação.

Outro fator que também poderia ter desfavorecido os empresários da região é a atracação de dois navios com turistas do México e da Costa Rica. Mas Gonçalves Lopes também descarta essa possibilidade. "Eu não acredito que esses navios prejudiquem a procura de turistas por hotéis da Baixada".

Chega ao Porto de Santos, no dia 7 de junho, o navio MSC Divina, com hóspedes mexicanos. No entanto, a embarcação não ficará atracada em Santos e segue em viagem pela costa brasileira. Depois, o navio retorna ao Concais em 7 de julho, quando então permanecerá quatro dias.

Trazendo torcedores da Costa Rica, o Monarch, da Pulmantur, atraca no Porto de Santos entre os dias 22 e 25 de junho.

Expectativa de movimento para Copa frustra turismo na Serra gaúcha

Prefeitura de Porto Alegre diz que a cidade receberá mais 80 mil visitantes.
No entanto, procura por viagens para a Serra tem sido abaixo do esperado.



A menos de duas semanas para o início da Copa do Mundo no Brasil, o fluxo de turistas no Rio Grande do Sul ainda é incerto. A Serra gaúcha, um dos destinos mais procurados nesta época do ano, em função das paisagens e do ar frio das cidades de colonização europeia, amarga um situação atípica: a baixa procura por hospedagem e pacotes turísticos. O cenário, porém, pode mudar durante o Mundial em Porto Alegre. É a expectativa da Associação Brasileira de Agência de Viagens (ABAV) do estado.
A capital gaúcha receberá cinco jogos do evento esportivo. França, Honduras, Austrália, Holanda, Coreia do Sul, Argélia, Nigéria e Argentina estão confirmadas para jogar no Beira-Rio. A cidade ainda terá a presença do campeão do Grupo G e do segundo colocado do Grupo H nas oitavas-de-final, em 30 de junho.

De acordo com a Prefeitura de Porto Alegre, pelo menos 83,3 mil visitantes de outros países devem desembarcar na capital gaúcha na segunda metade de junho. O número é baseado nos ingressos vendidos no exterior para as cinco partidas.
Tradicionalmente, o mês de junho costuma ser aquecido para o setor de turismo e hotelaria na Serra gaúcha. A região recebe centenas de visitantes, principalmente oriundos do Norte e Nordeste do país no meio de do ano. No entanto, a programação parece ter mudado. Apesar de não citar números, a vice-presidente da ABAV, Rita Vasconcellos, afirma que a taxa de reserva está abaixo do esperado. "Está atípico [o movimento], porque normalmente é a época do ano que bomba na Serra gaúcha", sintetiza, em entrevista ao G1.
Assim, ela avalia que a Copa pode provocar uma queda no turismo doméstico. Segundo a presidente, muitas pessoas resolveram não sair de casa para acompanhar a Copa em seu estado. E também devido aos comentários de preços abusivos em passagens aéreas e hospedagem. “Acredito que com a Copa, as pessoas ficaram receosas para viajar. Afinal, vai ter Copa em diversas cidades. Havia uma grande expectativa de movimento interno dos voos. Agora, as companhias aéreas até estão liberando redução nas tarifas nos últimos dias. Penso que o turismo do brasileiro tenha um pouco de prejuízo. Mas só vamos pedir medir isso posterior ao evento”, analisa.

A tentativa, dessa forma, será atrair a atenção de estrangeiros: para o turismo enogastronômico de Gramado, Canela e o Vale dos Vinhedos e a natureza da região dos Aparados da Serra. “Acredito que muita gente vai vir para Porto Alegre, assiste o jogo e depois, dependendo do tempo disponível para turismo, vai buscar uma alternativa turística fora da cidade”, pondera.
Esse comportamento do estrangeiro, porém, já era esperado pelo setor. “A gente tem momentos de alta e baixa. E Copa é de quatro em quatro anos. Tem muita gente que acaba ficando em família. Não é à toa que as vendas de aparelhos televisão aumentam sempre”, reforça.
Mas para atrair a atenção de estrangeiros, a ABAV, em parceria com a Secretaria de Turismo do estado, vai instalar três pontos dos Centros de Atenção ao Turista (CATs) extraordinários, situados no Praia de Belas Shopping, Barra Shopping Sul e Parque Moinhos de Vento. Lá, serão distribuídos folders com indicações de roteiros para estimular o turismo no interior do Rio Grande do Sul. Os espaços serão usados por agências receptivas cadastradas.
"Copa de ilusões"
Entretanto, alguns empresários do setor estão frustrados. Segundo eles, dificilmente os turistas que vem para acompanhar o Mundial em Porto Alegre irão ao interior do estado. “Frustra um pouco por causa de toda a expectativa que surgiu, que indicava que o movimento com a Copa seria grande. Mas isso, até agora, não se cumpriu”, afirma Márcio Zanatta, agente comercial de uma agência de viagens de Gramado. “De estrangeiro então, só promessa, porque movimento efetivo, nada”, completa.
Estrangeiros em Gramado serão representados por argelinos. De Balneário Camboriú (SC), um grupo de cerca de 800 pessoas se hospedará na cidade gaúcha. A estadia será de de 19 a 23 de junho. “Eles ficarão quatro dias conosco. Esse será nosso movimento de Copa”,  frisa o empresário Claudio Souza, diretor de outra agência de turismo da Serra.
O faturamento, no entanto, poderá ser reduzido em relação ao ano passado. “Certamente [o faturamento] não vai ser maior que o ano passado. Até houve procura, mas não um crescimento significativo. Eu já previa que isso [movimento durante a Copa] não iria acontecer”, reconhece. "Foi a Copa de ilusões", define Souza.
Diante do cenário pouco animador para o turismo no interior do estado durante a Copa, a Associação Brasileira de Agência de Viagens aposta no período após evento esportivo. “A gente pensa muito no legado da Copa. A publicidade que vai ser feita da nossa cidade, do nosso estado. Por isso, a gente acha que o resultado [do turismo] vai aparecer mesmo após Copa”, analisa Rita.

Copa não aquece ocupação nos hotéis de Aracaju

APENAS HOTÉIS ONDE FICARÃO OS JORNALISTAS E A SELEÇÃO DA GRÉCIA FICARÃO CHEIOS DURANTE A COPA.

Apesar do período de baixa temporada, dois hotéis da Orla de Atalaia [Real Classic e Radisson] comemoram as reservas. Isso porque os jogadores e a delegação da Grécia, além de familiares e profissionais da imprensa já reservaram os apartamentos.

Em se tratando de torcedores, não há reservas feitas para acompanhar os treinos da Seleção Grega. Quanto a ocupação de um modo geral, a expectativa é de que com a chegada do período junino, possa melhorar.

“Aqui no Real Classic nós ficamos muito felizes com a reserva para a delegação da Grécia e os familiares. Foram reservados 40 apartamentos. No próximo dia 7, já chega uma parte e no dia 14 de junho, o restante. Foi uma vitória o hotel ter sido escolhido, o que demonstra a nossa qualidade”, comemora o gerente de Reservas do Real Classic, Diego Torres.


Real Classic vai hospedar a delegação da Grécia e familiares


Já os jogadores e a imprensa ficarão no Radisson



De acordo com ele, no período da Copa do Mundo, serão instalados telões nos restaurantes do hotel. “Todos os hóspedes vão poder acompanhar os jogos, formando uma grande torcida, por meio de telões que serão instalados”, completa.

“Aqui no Radisson, foram reservados mais de 60 apartamentos para os jogadores da Grécia e o pessoal da imprensa.Quanto aos demais hóspedes, nenhum reservou dizendo ser torcedor. De maneira geral, as reservas estão razoáveis e quanto à chegada do São João, não nos anima muito por ser apenas dois dias, o que não faz diferença, porque o mês tem 30 dias”, enfatiza o gerente geral do Radisson Hotel, Carlos Henrique Dutra.

Por Aldaci de Souza

A COPA DA PIOR BAIXA TEMPORADA NO BRASIL

Companhias aéreas estão pessimistas com Copa do Mundo



Faltando pouco dias para o início da Copa do Mundo no Brasil, as empresas aéreas estão pessimistas quanto ao retorno do evento. Diretores das quatro maiores aéreas do país participaram de um debate promovido pelo Skal São Paulo na tarde última terça-feira (27/05) sobre o panorama do setor.

O vice-presidente Comercial da Avianca, Tarcísio Gargioni, afirmou que a companhia já acusou uma queda significativa na demanda no período. Segundo ele, apenas os voos para os dias de jogos do Brasil estão cheios. “Nas demais rotas estamos ligeiramente abaixo dos meses normais”, revelou. “Teremos um mês de julho de baixa temporada”, complementou o executivo, lembrando que as compras antecipadas para o período não decolaram.

No caso da Azul, a situação é parecida. O diretor Comercial, Antonio Américo, que as companhias precisam equacionar dois desafios no período. A queda substancial de passageiros corporativos e os bloqueios dos espaços aéreos no horário das partidas. “O resultado é incerto. Temos que redobrar os esforços para ampliar este tráfico de lazer durante a Copa”, afirmou.

A Gol vai pelo mesmo caminho. De acordo com o diretor Comercial da aérea, Fábio Mader, a estratégia é estimular agências e operadoras a mostrar aos consumidores as vantagens de viajar neste período. “O consumidor ainda tem a percepção de que os preços ainda estão caros. Mas tirando os horários dos jogos, não estão”, reiterou.

Por fim, Fernando Sztrajtman gerente sênior de Vendas Indiretas da Latam, também declarou que os voos estão competitivos e que o caminho é comunicar isso ao consumidor. “Os preços estão equilibrados e há uma grande oportunidade para viajar neste período”, destacou.