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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Em 1º dia no Brasil, Austrália passeia por Vitória escoltada pelo EXÉRCITO brasileiro



Primeira seleção a desembarcar no Brasil para a Copa do Mundo, a Austrália tirou o primeiro dia no país do Mundial para relaxar. A delegação, devidamente blindada pela polícia do Espírito Santo, caminhou pela Praça dos Desejos, um dos pontos turísticos mais belos de Vitória, cidade sede da equipe.

O elenco dos 'Socceroos' caminhou pelo local sob grande acompanhamento policial. A equipe do técnico Ange Postecoglou, que trouxe 27 jogadores para o Brasil - precisa limitar o número para 23 até dia 2 de junho -, treinará pela primeira vez em solo nacional nesta sexta-feira, a partir das 11h (de Brasília), no estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica.

Membro do Grupo B, o time da Austrália estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, contra o Chile, na Arena Pantanal, em Cuiabá. Cinco dias depois, o desafio será contra a Holanda, em Porto Alegre. O país da Oceania encerra a primeira fase contra a atual campeã mundial, a Espanha, em 23 de junho, na Arena da Baixada.
Getty Images
Austrália visitou os pontos turísticos de Vitória nesta quinta-feira

Ronaldo vê Fifa traumatizada e pede para polícia 'descer o cacete' em vândalos



Ronaldo, a 14 dias do início da Copa do Mundo, voltou a se expressar sobre a desorganização do evento, do qual fez parte como membro do Comitê Organizador Local. Em sabatina promovida pelo jornal ‘Folha de S. Paulo', o maior artilheiro da história dos Mundiais brincou sobre a difícil relação firmada entre os dirigentes locais e a Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados).

"Acho que a Fifa não vai querer fazer outra Copa aqui. Vai ficar traumatizada", brincou o ex-atacante, que, há poucas semanas, se tornou crítico da organização da Copa do Mundo.

Tudo começou há aproximadamente uma semana, quando Ronaldo atacou duramente a organização da Copa do Mundo, da qual, relembramos, ele faz parte. Em entrevista à ‘Reuters', o autor de 15 gols no torneio mais famoso do futebol mundial se disse ‘envergonhado'. Nesta quinta-feira, ele se justificou.

"Eu sinalizei as estruturas, e não os estádios, que era as exigências para a Copa. Na entrevista, a minha vergonha é pela população, que esperava esses grandes investimentos, esse grande legado da Copa, para nós mesmo. Esperavam muito. E o mais prejudicado é a situação", disse Ronaldo - recentemente, o ex-jogador declarou publicamente o voto em Aécio Neves, candidato mais forte da oposição à presidência.

"Não tenho que concordar ou não com a Dilma. Cada um tem sua opinião. É um descaso com a população. Eu entrei no Comitê Organizador Local (COL) por acreditar que era um bom negócio para os investimentos no Brasil, mas, pessoalmente, é uma oportunidade que estamos deixando de aproveitar. Foi prometido uma série de investimentos e não estão sendo entregues. Vão entregar só 30%", enumerou.

Fora o legado deixado pela Copa do Mundo, Ronaldo também discursou de maneira sisuda sobre os protestos recorrentes desde a Copa das Confederações. Embora apoie as manifestações, o ex-jogador pediu duro tratamento a quem passar dos limites nos atos pelas ruas do país;

"A partir do momento que tem vândalos no meio, mascarados, a segurança pública tem que conter esses infratores. Acho que o povo brasileiro vive um momento que parece que realmente acordou. E está exigindo melhoria de todos os setores. Sobre os vândalos, tem que descer o cacete mesmo", completou.

DENÚNCIA: Maracanã gasta milhões com amigos de governador e cartolas

Palco da final da Copa do Mundo e reformado por R$ 1,3 bilhão de dinheiro público, o Maracanã privado ainda convive com os problemas de quando era administrado pelo Estado. Levantamento feito pela ESPN mostra que as empresas escolhidas para a prestação de serviços como segurança, limpeza, orientação de público e colocação de grades são de pessoas ligadas a políticos do Rio ou da Federação de Futebol do Rio, a Ferj.

Empresas que cobram preços mais altos que o mercado, o que justifica, em parte, o prejuízo de R$ 46 milhões do Consórcio Maracanã, acumulado desde o início das operações da concessionária no estádio. Além dos novos donos do Maracanã, clubes como o Flamengo veem seus gastos aumentarem e suas receitas diminuírem. Somente ao rubro-negro, segundo cálculos do clube, este modelo custou R$ 8 milhões a mais do que o que teria sido gasto em outros estádios, já no "Padrão Fifa", como o Mané Garrincha, por exemplo.

Entre os fornecedores levantados pela reportagem está a Sunset Vigilância e Segurança LTDA. A empresa é dirigida por Anderson Fellipe Gonçalves, o coronel Fellipe, ex-chefe da segurança pessoal do ex-governador do Rio Sérgio Cabral. O oficial, que foi braço direito de Cabral durante os últimos quatro anos, também dirige a empresa que faz a limpeza do Maracanã, a Sunplus Sistemas de Serviço LTDA. O Maracanã foi concedido à iniciativa privada pelo ex-governador, em um processo polêmico que enfrentou dezenas de manifestações populares, além de questionamentos da Defensoria Pública da União e do Ministério Público do Estado.

O coronel fundou a empresa em 2006, como mostram documentos obtidos pela reportagem. Na época, o capital social era de R$ 120 mil. Em 2013, o oficial já não constava entre os sócios, época em que o capital já somava R$ 1,2 milhão. Em uma das movimentações na Junta Comercial, em 2013, os novos sócios pediam pressa para o registro dos documentos, pois "a empresa participaria de uma série de licitações".

'Maracanã da Copa' já acumula prejuízo de R$ 46 milhões

O oficial nega que tenha participação na empresa. Mas, mês passado, a reportagem recebeu um cartão de visitas do policial em que ele se apresenta como diretor da companhia. Na quarta-feira 29 de maio, a reportagem ligou para a sede do grupo, na Tijuca, e a atendente disse que o coronel ficava na sede do Leblon e que mais informações poderiam ser dadas pela diretoria. Além disso, o jovem oficial pode ser visto em todo dia de jogo, à beira do gramado do Maracanã.

Com a saída do ex-governador do Rio Sérgio Cabral para que Luiz Fernando Pezão, candidato à sucessão do governo, assumisse, o coronel Fellipe também deixou o governo. Foi cedido para a Assembleia Legislativa do Rio.

A Sunset teve seu primeiro contato com segurança de estádios na Copa das Confederações, da Fifa, ano passado. O grupo também fará a segurança da Copa do Mundo para a entidade. O ex-governador Sérgio Cabral também foi procurado pela reportagem. Por meio de sua assessoria, ele informou que a escolha da empresa de segurança é responsabilidade do contratante.
Reprodução ESPN Brasil

A atuação dos stewards (de laranja) no auxílio aos torcedores 

Família de vereador

Outra marca visível do Maracanã privado é o serviço de orientação de público. Passam todo o pré-jogo com megafones em riste, ao redor do estádio, oferecendo ajuda aos torcedores. A empresa contratada é a Entreter Festas e Eventos LTDA. Um dos sócios é Paulo César Cupello, irmão de Carlos César Cupello, o Tio Carlos, vereador do Rio. A empresa foi fundada por ele em 2003. Atualmente, o parlamentar não faz mais parte do quadro de sócios. Ele afirmou à reportagem que não tem qualquer participação na empresa de sua família e que sua história com o entretenimento vem muito antes de sua atuação como vereador.

Em grande número, os orientadores e os "stewards", como são chamados os vigilantes do Maracanã, custam caro à concessionária. De acordo com balanço financeiro publicado em março, desde o início das operações do consórcio, após a Copa das Confederações, o estádio pagou R$ 17 milhões aos dois serviços. O valor é R$ 4 milhões a mais que as duas maiores receitas somadas, aluguel e bilheteria, que renderam R$ 13 milhões.

Os valores exatos dos contratos não foram divulgados, embora o Maracanã seja uma concessão pública e deveria ser regido pelas normas de transparência. Veja aqui a íntegra das respostas da concessionária que administra o estádio.

Grades de aluguel

Cercando o novo Maracanã estão espalhadas inúmeras grades para separação de fila e ordenamento do trânsito. Uma espécie de cavalete de metal. A empresa que fornece o material é a Equiloc Locação e Serviços LTDA. Duas mulheres são as donas que constam em contrato. Uma delas é Eloísa Macedo. Ela é casada com Marcelo Martins, amigo e sócio de Marcelo Viana, diretor de competições da Ferj. Documentos obtidos pela reportagem mostram que Viana e Martins são sócios há doze anos em uma loja de materiais de construção.

Fomos ao endereço de Eloísa apurar porque somente ela consta no contrato. No local, fomos informadas que ela só é sócia da Equiloc, mas que não trabalha na empresa. É no departamento de Viana, a diretoria de competições, que as reuniões para definição de quantas grades são necessárias por jogo são feitas. Segundo a Ferj, a decisão é da Polícia Militar do Rio. Segundo o Maracanã, a reunião também tem a participação dos clubes. Estes, negam que possam interferir nesta definição.

As grades são necessárias em todas as partidas, dentro e fora do estádio. E embora sejam usadas cerca de duas vezes por semana, durante o ano inteiro, o Maracanã prefere alugar os equipamentos. Elas nem chegam ser retirados entre as partidas. O custo por partida gira entre R$ 4 mil a R$ 6 mil. E a fatura é paga pelos clubes.

A reportagem fez contato com a Equiloc e com Marcelo Viana, mas eles preferiram não comentar a reportagem.

Prejuízo ao Flamengo

O novo modelo de gestão do Maracanã privado não afeta somente as finanças da concessionária. Afeta, também, clubes como o Flamengo, que optaram pelo modelo de divisão de gastos e receita no estádio. Ano passado, pagando pelos serviços e pelo aluguel (que é o dobro de outros estádios) o rubro-negro gastou mais R$ 8 milhões do que teria gasto se tivesse feito os jogos em outro local. Um valor que poderia ser usado para a compra de um jogador que recebe R$ 600 mil por mês, por exemplo, durante toda a temporada passada.

"É como se você contratasse um salão de festas para um casamento e não pudesse escolher a cerimonialista, os docinhos, as bebidas. Nós não temos o direito de escolher os fornecedores. São custos que muitas vezes chegam ao dobro do praticado no mercado. Quem paga esta conta, infelizmente é o torcedor", disse o vice-presidente de marketing do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista.

ESPN

Jornal espanhol diz que Brasil está matando crianças para limpar sua imagem no Mundial



LEIA A MATÉRIA ABAIXO PUBLICADA NO JORNAL ESPANHOL "PERIODISTA DIGITAL" 

TRADUÇÃO: GOOGLE

Percebe a terrível notícia de que , muitos querem saber nada ou pouco tablóide chamando-o de verdade , '' Vox Populi " , ecoando a revista dinamarquesa ' Placar ' , e as imagens horríveis dos órgãos notificados em Facebook " El Show de Nacha .

Mikkel Jensen, um jornalista freelance da Dinamarca, é o único que levantou a lebre, tendo viajado para o Brasil para realizar o seu sonho de cobrir o mundo ; mas o que encontramos foi o oposto do que se esperava : as autoridades brasileiras que você matar crianças de rua à noite para oferecer uma visão do país amigável para turistas e imprensa estrangeira durante a Copa do Mundo .

Sua conta é a seguinte:

" Por quase dois anos e meia eu tenho sonhado cobrindo a Copa do Mundo no Brasil. 'S Best esporte no mundo em um país maravilhoso. Será que um plano, fui estudar no Brasil, aprendeu Português e eu estava pronto para voltar .
Em setembro de 2013 , voltei . O sonho seria cumprida . Mas hoje, dois meses antes da festa da Copa do Mundo, eu decidi que eu não vou ficar aqui. O sonho tornou-se um pesadelo.
Durante cinco meses eu estava documentando as conseqüências causadas pela celebração do mundo. Existem vários : remodelação , forças armadas e policiais militares em comunidades , corrupção, negligência de projetos sociais ... eu descobri que todos os projetos e as mudanças são devido a pessoas como eu , um estrangeiro e também um jornalista internacional . Estou sendo usado para fazer uma boa impressão .
Em março eu estava em Fortaleza para conhecer a cidade mais violenta em todos os locais da Copa do Mundo . Eu conversei com algumas pessoas que me colocou em contato com as crianças de rua e mais tarde soube que alguns estavam faltando. Muitas vezes, matar à noite, quando eles estão dormindo em uma área onde há muitos turistas. Por quê? Para deixar a cidade limpa para a imprensa estrangeira e internacional? Então , por que eu?
Em Fortaleza Conheci Allison , 13, que vive nas ruas da cidade . Um menino com uma vida dura. Ele não tinha nada , só um pacote de amendoins. Quando nos conhecemos ele me deu tudo o que tinha , amendoins. Esta criança , que não tem nada , ofereceu a única coisa de valor que tinha câmaras de estrangeiros que exercem montante de R $ 10.000 e um Master Card em seu bolso. Inacreditável.
Mas sua vida está em perigo por causa de pessoas como eu. Corre o risco de se tornar a próxima vítima de limpeza a ser realizado na cidade de Fortaleza.
Eu não posso cobrir o evento depois de saber que o preço da Copa não é apenas o maior na história do dinheiro, mas estou convencido de que este preço inclui também a vida das crianças .
Hoje eu vou voltar para a Dinamarca e não vai voltar para o Brasil. Minha presença só está contribuindo para uma visão feia no Brasil. Um show em que dois anos e meio atrás sonhei participar, mas hoje vou fazer tudo ao meu alcance para criticar e dar acoocer o preço real da Copa do Mundo no Brasil. "

Centenas de pessoas perderam suas casas por causa das obras da COPA DO MUNDO



As obras para a Copa do Mundo forçou a evacuação de centenas de pessoas que afirmam que perderam tudo.

"Eu tinha construído o meu futuro , era a minha casa, com muito esforço. E de repente eles vêm e nos fazem perder tudo. Derrubou o que era nosso , sem pedir permissão. "

Jerome Sebastião de Oliveira, 72, é uma das pessoas afetadas pelas desapropriações devido à Copa Mundo em Camaragibe na região metropolitana de Recife, Estado de Pernambuco, no nordeste do Brasil .

O governo de Pernambuco prometeu construir na área de infra-estrutura para facilitar o acesso ao estádio Arena Pernambuco, onde cinco jogos do Mundial será disputado .

Para erigir as obras , o Terminal Integrado de Camaragibe e Ramal da Copa , os habitantes locais foram forçados a deixar suas casas , apesar de nenhum dos terminais foi concluída.


Afirmação de Jerome é o mesmo que muitas outras famílias que foram despejadas por obras da Copa das Famílias dizem ter recebido do governo de Pernambuco bem abaixo do valor de compensação da propriedade e disse que eles não têm escolha a não ser pegar um habitação ou " vivendo em tempo emprestado " , na casa de um conhecido.

"O que me fez não é nem