Mais de dois mil torcedores argentinos vão ser impedidos de entrar no Brasil para a Copa do Mundo. Segundo as autoridades, os chamados ‘barra-bravas', conhecidos pelo comportamento violento, serão identificados e deportados de volta para a Argentina.
"As autoridades argentinas nos forneceram as informações, e esses torcedores serão impedidos de entrar (no Brasil)", disse Luiz Eduardo Navajas, que é delegado da Interpol no Brasil, à agência de notícias francesa AFP (Agence France-Presse).
Argentina não vai ceder dados de Barras Bravas para o Brasil
"Se, de alguma forma, eles conseguirem passar por nosso controle e forem encontrados no Brasil, serão deportados", continuou Navajas, garantindo que a violência - seja argentina ou de outra nacionalidade - não ameaçará a realização da Copa do Mundo.
"Eles (torcedores violentos) sequer deixarão seus países. Seus passaportes já foram confiscados e não serão aceitos no Brasil. Estamos trabalhando com a Inglaterra, Bélgica e Alemanha", explicou o delegado, afirmando que outras ‘ameaças' serão tratadas da mesma forma.
"Pessoas que já tiverem sido condenadas por crimes sexuais, como pedofilia ou estupro, também não entrarão no país", garantiu, explicitando a preocupação brasileira para que a Copa do Mundo não sirva para agravar o turismo sexual no país.
Departamentos de polícia dos 32 países participantes da Copa do Mundo têm trabalhado juntos em Brasília desde esta segunda-feira para tratar da segurança do Mundial. O foco do centro integrado está no setor de inteligência, e os policiais não terão armas.






