Da Redação
Desde o início do mês, cinco moradores de Itabela, no sul da Bahia, contraíram malária. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) confirmou, nesta quarta-feira (27), que três vítimas estiveram há 20 dias na cidade de Guajará-Mirim, em Rondônia, região de incidência da doença. A procedência dos outros dois casos ainda está sendo investigada.
O caminhoneiro Edson Andrade e o filho Gabriel, de três anos, foram os primeiros a apresentar os sintomas. A Vigilância Epidemiológica de Itabela acredita que eles contraíram o parasita da malária quando visitaram Guajará-Mirim.
Segundo a TV Bahia, a mãe de Gabriel, a dona de casa Joelma Andrade, também contraiu a doença. "Eu vim de Rondônia fugindo da malária. Já tive malária três vezes e acabei sendo vítima da malária aqui", diz.
A Secretaria de Saúde vai pulverizar o bairro Pereirão, onde a família mora. Pessoas que apresentaram os sintomas estão sendo acompanhadas pela Vigilância Sanitária do município.
"As pessoas podem ficar tranquilas, caso apresente sintomas procure a unidade de saúde mais próxima. E o que podem fazer é usar repelentes, cortinados. É a forma mais provável de se proteger", relata Grazieli Pianizoli, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município.
Amostras de sangue de outras pessoas com suspeita da doença foram coletadas. À TV Bahia, o médico infectologista Antônio Bandeira afirmou que há um caso suspeito em Salvador. Trata-se de um caminhoneiro que não mora na cidade e tem quadro de saúde estável.
Sintomas
A malária é transmitida através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. Quando pica uma pessoa infectada, o mosquito se torna um transmissor em potencial.
Febre alta, acompanhada de calafrios, sudorese profusa e cefaléia são os principais sintomas. Em alguns pacientes, aparecem sintomas como náuseas, vômitos, astenia, fadiga, anorexia.

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